sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

corra, Lola, corra

a tua cômica cena
eu bordo nesse poema 
o teu ventre vazio 
eu desfaço fio a fio
aquele teu rancor
aqui não deságua, "meu amor"
tua infantil fúria
guarde pra quem a ature
eu quero é ser livre
cansei de ser amarrada 
presa sem cordas
falando sem voz
marionete do seu jogo fugaz
alimentando um ego
que não sabe se sustentar
fujo esbravejando o peito em vento 
corro sem me preocupar
com você e tanto desalento
nessa cama tão solteira
você não vai mais se sujar
pode chorar...
já conhecemos o seu drama
ele já passou
tão démodé

2 comentários:

  1. Corra do que não te faz bem, Lola. Do que não te faz jus.
    De drama, já bastam os internos, certo?

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